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As notícias de Real Sociedad de todas as fontes, em tempo real: as histórias do dia, os jogos, a classificação e o calendário, os conteúdos oficiais do clube e a sua história, dos dois campeonatos consecutivos de 1981 e 1982 às três Taças do Rei dos txuri-urdin em San Sebastián.

A Real Sociedad de Fútbol, comumente referida como Real Sociedad, é um clube de futebol profissional espanhol localizado em San Sebastián, País Basco. Compete na La Liga, a primeira divisão do sistema de ligas da Espanha.

000 pessoas.

Fundado em 1909 como Unión Ciclista de San Sebastián e com quase 30.000 sócios, atualmente joga na Primeira Divisão Espanhola. Antes do seu nome atual, os nomes do clube eram Unión Ciclista de San Sebastián, Real Sociedad de Foot-ball e Donostia Futebol Clube.

É um dos nove clubes que já se sagraram campeões espanhóis, um dos seis com pelo menos dois títulos, o seu número de conquistas, ostentando ainda quatro títulos da Copa Del Rey, o último deles na Temporada 2025-26, e uma Supercopa da Espanha, sendo esses seis os seus títulos de campeão mais importantes. Vice-campeão espanhol em três ocasiões: 1979–80, 1987–88 e 2002–03.

Clássico e orgulho bascos

O seu maior rival é o Athletic Bilbao, com quem faz o Dérbi basco, tendo a Real Sociedad vencido aquele que foi apontado como o maior duelo da história entre esses dois clubes, a final da Copa del Rey de 2019–20.

Embora o rival seja famoso por uma política de restringir-se a nativos ou criados no País Basco, ou ainda a estrangeiros de origens bascas, quem inicialmente adotava tal medida era a Real, embora ela própria também fosse aberta a estrangeiros em seus primórdios - com os britânicos McGuinness e C.F. Simmons participando da primeira partida oficial do clube de San Sebastián. Simmons posteriormente também jogaria no Athletic, em 1909. Britânicos eram especialmente comuns no rival, partindo da Real a pressão para priorizar-se jogadores locais, política adotada a partir da década de 1910 pelo time de Bilbao.

Ao longo do século XX, a maioria dos estrangeiros nos alviazuis tendiam a ser descendentes de bascos e/ou criados nas províncias bascas, muitos deles vindo a ser admitidos na própria seleção espanhola por serem considerados cidadãos espanhóis via ancestralidade; já na década de 1920, isso se deu com Eduardo Arbide, nascido na Argentina e que atuou uma vez pela Espanha; e com Marcelino Gálatas, vindo das Filipinas e igualmente utilizado em um jogo pela Espanha, em 1927, e que viria a jogar no próprio Athletic também. Roberto López Ufarte (nascido no Marrocos) e Vicente Biurrun (no Brasil) foram colegas donostiarras no início da década de 1980, recebendo ambos chamados da seleção espanhola. Biurrun, inclusive, foi outro a também jogar pelo Athletic, assim como Loren - espanhol nativo da província não-basca de Burgos, mas admitido nos dois clubes por ter crescido desde a infância no País Basco e assimilar-se à região.

O clássico já foi palco de uma das primeiras manifestações livres de nacionalismo basco após o franquismo: em 1976, partiu da Real a ideia de as duas equipes entrarem juntas empunhando uma bandeira do País Basco. Semanas depois, a bandeira, ainda muito relacionada ao grupo terrorista ETA, pôde ser legalizada, após quarenta anos de proibição. O clássico também ficou histórico nas estatísticas por render a maior goleada dos alviazuis sobre o Athletic, vencido por 5–0.

Pelo restante da maior parte do século XX, os poucos estrangeiros não-bascos da Real Sociedad foram pontuais e sem maiores relevâncias — casos do inglês Henry Lowe, treinador que foi improvisado como jogador em uma partida em 1937 devido a um surto de doença a desfalcar o elenco; do italiano Aridex Calligaris, de duas partidas em 1940; e do sueco Agne Simonsson na temporada 1961–62, este como contrapeso no negócio do goleiro José Araquistáin ao Real Madrid. Em 1989, o clube optou por abrir-se livremente a estrangeiros, a ponto do irlandês John Aldridge, contratado naquele ano, costumar ser visto precisamente como o primeiro deles. Logo, diversos outros passaram a comumente reforçar a Real, a exemplo do russo Valeriy Karpin, do bósnio Meho Kodro, do turco Nihat Kahveci, do sérvio Darko Kovačević e do francês Antoine Griezmann, embora o clube seguisse restrito a bascos para fins de jogadores espanhóis. Desde 2002, contudo, também essa restrição foi abandonada.

A abertura não deixou de causar polêmica no sentido de perda de identidade. O dérbi, contudo, costuma ser pacífico entre as torcidas, com as rixas tendendo a se concentrar sobretudo entre os dirigentes, com queixas na Real quanto à sensação de agressivo aliciamento da parte do Athletic a jogadores ou potenciais jogadores alviazuis bascos, tornando-se especialmente famosa a polêmica da negociação por Joseba Etxeberria de um a outro. Ion Andoni Goikoetxea, Borja Viguera, Mikel Balenziaga, Gorka Elustondo, Iñigo Martínez, Yuri Berchiche e Kenan Kodro (filho de Meho e nascido em San Sebastián enquanto o pai defendia os txuri-urdin, tendo optado por defender a mesma seleção bósnia dele) também passaram pelos dois rivais.

Texto e imagens da Wikipédia, licença CC BY-SA 4.0 · 01/10/2026 · O artigo na Wikipédia